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Antonio
Cândido Machado Pinheiro

Antônio Cândido
Machado Pinheiro, militar, casado e pai de uma linda menina chamada
Andréa.
Nasci em Dom Pedrito - RS - Brasil.
Atualmente, moro em Santa Maria - RS - Brasil.
Sou graduado em Ciências Contábeis e
pós-graduado em Contabilidade e Controladoria.
Meu maior incentivo para começar a escrever veio de minha esposa,
Simone Borba Pinheiro,minha poeta predileta e musa inspiradora,
e assim como ela, também entendo que a poesia é a nobre arte de
expressar os sentimentos da alma.
Aprecio textos de reflexão, poesias, futebol, música new age,
conversar com amigos, caminhar à beira-mar e a humildade no ser
humano,
entre outras coisas.

Brilhantes Estelares
Como vaga-lumes a piscar
Pela noite iluminam teu véu
Dispersas em milhares de diamantes
Cintilantes luzes do céu
Amigas de todas as grandezas
Olhos vivos do firmamento
Guias noturnas do universo
Estrelas mágicas de encantamentos
Cadentes riscam o céu
Em jardim celeste de flores
Voam como anjos cupidos
Com pedidos de muitos amores
Namoradeiras dos oceanos
No breu a guiar embarcações
Amantes de todos os navegantes
Presente brilhante de paixões
Cravejadas em mantos sagrados
Uma linda aquarela de fulgores
Em azul, vermelho e amarelo
A beleza rara de suas cores
Vênus ao nascer do sol
Estrela D'Alva do amor
Ursa, Supernova, Anã Branca
São astros gigantes de calor
Forjas quentes de vida
Fogueiras criptantes de amor
Brilhantes estelares
Jóias divinas do Criador
Cândido Pinheiro
12 Janeiro 2004
Santa Maria - RS - Brasil

Lua de Prata
Alva nudez translúcida no firmamento
Forma que movimenta o universo apaixonado
Desliza suave por entre as nuvens
Banhando de prata os corações enamorados
Solitária fortuna no negro celeste
Herança de amor de todos os desejos
Suave manto de amor e luz
As noites iluminando com seus beijos
Testemunha fiel de muitas paixões
Cheia de alegria transborda
Míngua em lágrimas a sua face
Nos desencontros de nossos corações
Nova se reconcilia no amor verdadeiro
Jovem promessa de muitas noites
Quarto de amor crescente
Em corpos de volúpias ardentes
Fada madrinha de poetas apaixonados
Escrita ao mundo dos corações
Em linguagem de prosa e verso
Gira em todo o universo
Cândido Pinheiro
04 Janeiro 2004
Santa Maria - RS - Brasil

Caneta poética
Deslizo suave sobre as folhas de outono do papel
Sou dançarina que insisto em manchar todas as linhas
E sobre elas deixar as mais lindas impressões
São linguagens do coração em versar sobre amores
E mesmo com certos temores vou saboreando os sabores
O doce e o amargo que em outras folhas já provei
Registro teus desejos e paixões, loucuras e seduções
Vontades que não cabem no segundo, pois o vento sopra o tempo
E a cada momento deixo escrita uma página com saudades
As verdades que escrevo não acontecem, são delírios e ilusões
Tento enganar o meu caminho e por isso desalinho
Na ânsia e em desatino de iluminar o teu destino
Sou formosa, delicada e elegante
Por isso sou caminhante de ir e vir a teus impulsos
Rabisco e ás vezes errante, são deslizes do meu cansaço
Mas me sinto protegida no afago terno dos teus dedos
Muitos arrepios em meu corpo no agora desta hora
Aperte-me junto a você, pois meu desejo é ser tua
Desnuda de vaidades, me entrego ás tuas vontades
Faça de mim o que quiseres e eu serei os teus dizeres
Em escritos de afazeres vou saciando os teus prazeres
Sou simples e às vezes folheada, tenho todas as cores
Pois na tinta eu me tinjo para enfeitar os teus poemas
Por isso te peço que nunca me jogues fora
Nem tão pouco me abandones quando chegar o meu final
Mas, se acaso não precisares mais de mim
Deixe-me ao menos descansar sobre a tua escrivaninha
E assim à tua espera estarei, certa de que irei encontrá-lo
Sempre que voltares a escrever...
Cândido Pinheiro
14 Fevereiro 2004
Santa Maria - RS - Brasil
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Art Final Nadir A D'Onofrio
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