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Denise Severgnini

Ora assino meus poemas como Denise Souza ou como
Denise Severgnini.
Eu nasci em Porto Alegre, em 19 de março de 1959 e
moro em Lomba Grande, zona rural de Novo Hamburgo.
Sou casada com Márcio Prass e não tenho filhos.
Sou graduada em Biologia pela UFRGS.
Sou professora da rede municipal de ensino de Novo
Hamburgo, nas disciplinas de Ciências, Artes e
Matemática.
Desde pequena gostei de escrever.Em 1983,
participei de duas coletâneas Fresta na janela e
Cacos de Luar.
Por mais de 20 anos fiquei afastada dos escritos
poéticos, retornando em 2004, quando comecei a
publicar poemas no site da Notívaga Noturna.
Desta data em diante, continuei a escrever e a
publicar meus poemas em sites
próprios(http://denisesevergnini.multiply.com ) ou
em sites de outros poetas virtuais.

MORRENDO DO PRAZER
Denise Severgnini
Inexplicável sentir de mãos que percorrem um corpo
lentamente
Desvendando caminhos que ele próprio desconhece
Como mapa de tesouro, vai seguindo, percorrendo as
trilhas que levam à saciedade suprema
Como a luz que dirige o náufrago à vida, suaves
mãos conduzem o corpo ao imenso prazer do sentir
amor
Derramam bênçãos de sentimentos mágicos sobre
lençóis de céu
Duas vidas, num instante fazem-se una – conjunção
carnal-, de onde a alma não fica oculta
Manifesta-se na felicidade sentida...Dá para
morrer nesta hora
E morrendo do prazer, render-se a tudo o que te
liga ao ser amado
Quero morrer, morrer de amor, morrer de prazer e
ressuscitar cada dia mais, a fim de viver muito,
muito mais amor!!!

MEUS LÁBIOS BEIJAM O VENTO
Denise Severgnini
Dei-te meus lábios sedentos de amor
Mas ignoraste-os.Outras bocas saciavam
Teus instintos de homem...deixo assim ser
Sofro, mas ofereço meus lábios ao vento
A maestria deste elemento dá-me a paz
Amor não correspondido, nunca satisfaz
A suavidade do ar seca meu pranto
Como folha em branco deixo-me levar
O beijo do vento , sereno e calmo ,acalma
A dor do abandono feito por ti...
Meus lábios beijam o vento que tem esperança
Amor vem, amor vai... transmuta-se...
O beijo do vento far-se-á lembrança
Quando novo amor aportar no meu coração
Neste novo tempo, será cais tranqüilo...
Por enquanto, beijo o vento
E tu, tu és apenas um vago pensamento
Novo Hamburgo/RS

QUANDO HÁ BELEZA HÁ LUZ
Denise Severgnini
Se meus olhos abrem-se ao alvor da aurora
Há uma luz esplendorosa que os fazem doer
Mas é dor de felicidade por ver beleza
Como é bom estar vivo e dar importância ao ar,
Saber assobiar aquela canção de ninar maternal
Sentar numa mesa e abrir o jornal,tão pouco
Mas há beleza nestas pequenas coisas, há luz
Nos olhos daqueles que vêem a verdade pela
Primeira vez.naqueles que sentem amor e paz
Até no rapaz que conquistou sua guria e vibra
Há beleza no beijo roubado de primeiro namorado
Há luz nas estrelas que cintilam seu brilho,
No trilho do caminhante esquecido, mas não perdido
Há beleza, há luz, há gente que ama e que vive
Mas quem sobrevive, ainda assim pode ser
Que ache um caminho melhor, [com mais luz ao
redor]
Que assim seja a todo viajor, que tenha a luz
Da estrela guia e de Jesus a beleza do amor.
Novo Hamburgo/RS
http://www.denisesevergnini.recantodasletras.com.br/
http://denisesevergnini.multiply.com

Mid: Vivo
Art: Nadir A D'Onofrio
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