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Eduardo H. S. D'Olivier
(
Eduhsol )

Eduardo Henrique S. D´Olivier –
(Eduhsol)
Nascido no Rio de Janeiro numa
segunda-feira,
8 de março, pisciano romântico e
com sensibilidade poética.
Formação nas áreas de
Agrimensura, Cartografia,
Hidrografia e
Meteorologia,lidando assim com o
círculo: Terra, Água, e Ar.
Fiz também 3 anos de Teologia
(estudei até compreender a
razão da existência de Deus,
pois nunca tive vocação
ministerial)
acumulando conhecimentos tanto
do Criador como de sua criação.
Hoje trabalho, junto com um
filho, em nossa empresa de
Informática,
administrando a área financeira
e de logística.
Quanto a poesia, sou um
inveterado leitor de vários:
Castro Alves, Olavo Bilac,
Clarice Lispector,
Drummond de Andrade, Pablo
Neruda, Luis Vaz de Camões,
Cecília Meireles, Fernando
Pessoa, Guimarães Rosa,
Florbela Espanca, Kalil Gibran,
Machado de Assis,
M. Quintana,Vinícius (o poetinha),
Nadir D'Onofrio,
Eliane Gonçalves, Patrícia
Montenegro,
Nisia Barros, Silvana Duboc,
Sueli do Espírito Santo...
Continuaria essa lista por mais
3 a 4 linhas e
ainda faltaria poetas...mas
estão aí os que me vieram a
lembrança.
Talvez, (pelas diferenças de
estilos dos autores)
seja esse o motivo de não ter
ainda um estilo próprio
definido.
Dou mais valor ao escrito (veio
poético) que ao estilo do autor,
embora tenha alguns preferidos.
Quanto ao meu lado poeta (e de
louco, quem não tem um pouco?...rs)
já escrevi e joguei fora uma
montanha de papel por não gostar
de minhas poesias,(grave defeito
a um poeta, não achas?).

Meus
apelos...
Vai vento amigo, vai ligeiro
Diga a ela que aqui ainda estou,
Apesar das dores, ainda inteiro
No mesmo lugar onde me deixou.
Sussurre o meu nome baixinho
Tire-me essa dor sem fim,
Certamente recordará meu
carinho,
Se acaso lembrar de mim.
Vento que todas as tardes voeja
seus cabelos
Diga que o tempo em mim não
desandou...
Assovie em seus ouvidos meus
apelos...
Chore por mim o choro de quem
sempre a amou.
Eduardo Henrique S. D´Olivier
Jan-2005

Borboletinha
Azul...
Com as tuas asas coloridas
Abres caminho entre as rosas,
azáleas, Margaridas
Flores não aladas que relembram,
por inveja,
O teu passado de crisálida...
Não temas o teu coração de
borboleta
É novo, pois tinhas antes um
coração de crisálida
Sabes que os mortais não te
podem entender
O teu idioma alado é muito
tenro, intenso,
Transborda de sentimento
Poderoso na sua fragilidade
Ligeiro quando se converte no
vento,
Confunde a vaidade humana,
Mas os maravilha também
Busca a experiência,
Mas não deixa que ela te iluda,
Não deixes que te empurrem de
volta ao casulo
O mundo ficaria mais cinzento,
sem cor, sem vida sem a tua
presença.
Já aprendi a contemplar as
paisagens,
As pessoas e a vida
Através dos vitrais das tuas
asas
Não me deixes perder o colorido,
Crer que a esperança é um mito
E a bondade, loucura demais
Vai minha borboleta,
Observa cada flor,
Apreende toda a essência dela
Extraia todo o néctar
Oferece ao mundo a tua cor,
Poliniza os corações com sonhos
com coragem, com vida
Mas não deixa de ser o que
sempre és
Beleza, Encanto
E poesia,
Uma linda história de amor...
Eduardo Henrique S. D´Olivier
Nov –2004

BARQUINHO...
Volta barquinho...volta!
você que num dia de chuva,
deixei ao sabor de uma corrente,
levando meus sonhos infantis
Volta barquinho... volta!
Só queria te pedir desculpas
por te deixares, ao léu, frágil
brinquedo de papel
ao sabor das águas caídas do
céu.
Volta barquinho... volta!
Queria ter ido em teu convés,
ao invés de minhas, ilusões
levares...
pois assim, ao longe não
ouvirias
meus lamentos e meus soluços.
minhas noites insones não
saberias,
a pensar, sem saber por onde
andarias...
Olha barquinho... bem sei,
não precisas mais voltar!
sei que não fugistes de mim!
Só querias que soubesse que já
estou mais crescido.
Que já aceito que é sua sina
navegar!
Quem sabe em um rio entraste...
e com o garbo que te criei,
quiçá... ao mar chegaste!
Barquinho que já foi meu...
quem sabe não foste tu
que levando os meus sonhos de
infante
alcançastes terras distantes,
e de lá velastes meus sonhos...
Que hoje, realizados, trás em
meu ser lembranças...
da chuva... dos teus saltos
bruscos, como em um galope...
te vendo sumir ante meus
olhos...
Eduardo Henrique S. D´Olivier
Jun -2006

SE O HOMEM
PENSASSE COMO OS ANIMAIS
Se o homem pensasse como o
pássaro...
festejaria cada amanhecer com
uma linda canção.
Se o homem pensasse como o
cavalo...
ultrapassaria os obstáculos com
classe, firmeza e determinação.
Se o homem pensasse como o
cão...
faria do amor uma constante
troca de carinho, lealdade e
fidelidade.
Se o homem pensasse como o
gato...
teria calma e equilíbrio em
qualquer dificuldade.,
Se o homem pensasse como a
abelha...
constataria que nada se constrói
sozinho.
Se o homem pensasse como a
formiga...
veria que trabalho e sucesso
trilham o mesmo caminho.
Se o homem pensasse como a
baleia...
veria a importância do poder da
solidariedade.
Se o homem tivesse a pureza e a
simplicidade de ser dos
animais...
a paz mundial deixaria de ser um
sonho e seria uma realidade.
Se o homem pensasse....
Eduardo Henrique S. D´Olivier
Mar - 1998
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=3390

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