Maria de Fátima Rodrigues dos Santos

 

 

Maria de Fátima Rodrigues dos Santos Assina (Fátima Rodrigues), nasceu a 1 de Outubro de 1960 na ilha da Madeira (Funchal) onde viveu até aos 10 anos de idade. Por motivo de trabalho de seu pai, veio para Lisboa em 1970 junto com os pais e irmão. Termina o Liceu aos 19 anos, altura em que casa pela 1ª vez, tem um filho aos 20 anos, vindo a divorciar-se aos 25. Não chegando a terminar a faculdade, trabalha como secretária administrativa até voltar a casar pela segunda vez aos 32 anos e tem 2 filhos, um rapaz e uma rapariga.

Desde muito jovem manifestou a sua paixão pela poesia, mas a vida fê-la afastar a idéia da escrita. Impedida de seguir a carreira profissional que sonhara, mas sempre lutando por seus projectos que vê demorados em concretizar, refugia-se novamente na poesia aos 42 anos, altura em que começa a escrever seus primeiros poemas.

Romântica e sonhadora escreve principalmente sobre amores e desamores. Tem bastante obra escrita, mas ainda não publicada. Tem poesia publicada em vários jornais poéticos da net.

Não Quero Falar de Amor

não quero falar de amor
nem tão-pouco de dor

quero apenas feliz viver
as flores ver florir
e a vida levar a sorrir

junto ao mar passear
e com meus filhos brincar
sem nada me preocupar

quero vê-los crescer
e na vida amadurecer

quero junto deles envelhecer
até um dia... a morte me vencer


Fátima Rodrigues


 

Tu

 

Tu,
que um dia foste meu pecado,
E hoje te deitas a meu lado,
Como meu amado

Tu,
A quem meu coração sempre amou
E meu corpo sempre desejou

Tu,
por quem meus olhos, tantas lágrimas choraram
e tuas mãos jamais as secaram!
Que agora choras ,o que tanto um dia chorei,
Que duvidas, tanto quanto duvidei

De tua boca nenhum consolo escutei!

Tu,
Com quem construi uma vida
Que comigo partilhas venturas
e amarguras!
A quem me dei como a ninguém
A quem tanto amei!

Tu,
que sem notar, em outra pessoa me tornaste,
será que algum dia, com olhos de ver, para mim olhaste?
será que entendes agora
o que dói sofrer ao duvidar
da pessoa que nos diz amar?


mas para o amor que ficou
merece por fim quem tanto passou...
nova aurora renovada ,
feita de amor e felicidade,
assente na lealdade

Fátima Rodrigues



Fantasia de Cobardia


Lentamente se afasta a cobardia
e se instala, feliz e sorridente ,a tonta valentia,
que se julga autoridade...toda cheia de mania!

Pobre de mim...não têm sabedoria...
não vislumbram falsa alegria!

não vêm que a cobardia ,
fantasiou-se de valentia...
e dela fez , sua moradia?

Fátima Rodrigues

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