Giovânia Correia de Jesus

 

 

 

 

Meu nome é Giovânia Correia de Jesus, nasci na cidade de "Barbalha", conhecida como a cidade dos verdes canaviais e dos casarões coloniais, localizada ao sul do Estado do Ceará, no dia 09 de novembro de 1971, mas resido na capital de São Paulo desde 1973.
Sou filha de pais cearenses, meus familiares também são todos de lá, só tenho um irmão mas o mesmo nasceu em São Paulo,minhas raízes são bem plantadas na região nordeste de nosso país.Tenho uma filha de 12 anos Marina Teresa que é a maior riqueza de minha vida.

Sempre gostei de redigir os frutos do meu pensamento, começei a escrever aos 11 anos contos, estórias e lendas e aos 14 anos entreguei-me de corpo e alma ao mundo poético, sempre lendo muito: Fernando Pessoa, Carlos Drummond, Cecília Meireles, Vinícius de Morais, Raimundo Correia e Auta de Sousa, poetas que sempre cativaram minha alma e o meu coração.

Cursei até o 2º ano de Teologia,sou muito católica, apaixonada por Santa Terezinha, procuro levar aonde vou um pouco de amor e carinho aos corações entristecidos. Estou para cursar também faculdade de Letras outro grande sonho e sou Terapeuta Reiki de nível 2. Escrevo em versos os frutos do meu pensamento sempre procurando fazer de minha vida uma constante poesia. A maior riqueza de minha vida: Minha família e meus amigos que são poucos mais especiais.

Meu passatempo preferido: Ler, redigir, tocar violão e ouvir músicas, gosto de todos os gêneros musicais, pois acho que cada um deles tem algo de especial, sua mensagem própria.

Meu lema: "Eu canto porque o instante existe e minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta." (Cecília Meireles)


   



No caos das minhas emoções
Giovânia Correia



Oh! Encontro-me num caos irrefutável.
Que de um dilema faz as minhas emoções.
Que mescla por fim os meus anseios...
Deixando-me perdida em minhas inspirações.
Tento por fim achar-me...
mas tudo é em vão.
Naufragada em meus desejos.
Deixo submerso por fim o meu coração.
Buscar? O quê buscar por fim?
Se tudo parece inatingível.
Barreiras vão se transpondo.
E a solidão fica intransponível
Oh! Caos...bendito? Maldito?
Tudo se confunde por fim...
Já nem sei aonde vou...
Já nem vivo dentro de mim.
Os olhos tornam-se agora turvos.
Mas, neste momento de subversão.
Corrompo os meus dias sofridos.
Numa doce contradição.
Ah! Bendito, maldito amor....
Do meu ser és a razão.
Das minhas páginas por fim escritas.
És a minha mais sublime e sensata emoção.
Insana? Talvez não seja ou seja...
Sei que acho por fim a minha perdição.
Perdendo-me por fim eu me encontro.
Nas fantasias do meu coração...
Nesse caos mórbido em que estou.
Busco um alento em uma rima.
Pois a "Poesia" é um lenitivo, um bálsamo.
É tudo que por fim me anima.


   



Meras complexidades
Giovânia Correia



Absorta em minhas complexidades..
Tento um discernimento encontrar..
Que me mostre um caminho.
Em que eu possa caminhar.
Mais nada me dá uma resposta.
Que seja por fim convincente.
Fico entregue a própria sorte.
Esperando algo que me acalente...
As saudades teimam em me assolar.
E o sorriso já não existe.
Estou entregue inteiramente a solidão.
E a cada dia estou mais triste...
Vejo claramente as limitações.
Que me impedem de te encontrar.
Fico a mercê de uma condenação.
Que o meu ser vem sufocar.
Ah! Meu amado, meu sopro de vida.
Entreguei-te um dia o meu coração.
Não me ensinas-te como viver.
Submersa nessa infinita solidão...
Medos, dúvidas, inseguranças.
Começam a me invadir.
A minha única certeza.
É do amor que sinto por ti..
Não tente compreender tais sentimentos.
Que se infiltraram em meu ser.
São frutos dessa distância.
Que me separam de você.
Mas, o sentimento maior que é o "Amor"
Imutável irá permanecer...
Beijo neste momento a brisa que passa em meu rosto.
E que esse beijo chegue até você.
Não se preocupe com as minhas complexidades.
Elas não transformam a minha emoção.
Estás eternizado em meu pensamento.
Guardado bem dentro do meu coração.

 

   

 

Barco à deriva
Giovânia Correia



Sou barco à deriva.
Nesse imenso e revolto mar.
Já não vejo uma solução.
Para poder ancorar.

E as horas vão passando.
E pelas ondas sendo arrastado.
A tempestade me assolando.
Logo estarei naufragado.

Até meu leme fora arrancado.
Pela fúria do vento.
Estou pela natureza marcado.
E logo ficarei no esquecimento.

Por tantas vezes calmamente naveguei.
E cada amanhecer ia contemplando.
Por alguns mares viajei.
Mas não sabia o que estava me esperando.

Agora tudo chegou ao fim.
E à deriva agora estou.
E que no fundo do mar fique marcado.
Aqui jaz um barquinho que era movido por amor..


   
 

 

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