Iza Klipel

 

 

 

 

Capixaba, começou a escrever porque precisava de asas para alforriar seus sonhos e anseios da alma. A poesia lhe abriu a gaiola do peito e ela voa liberdades infinitas. Para ela, escrever é quase como respirar...é sopro de luz em sua vida...é bênção divina, a qual será sempre agradecida. Escreve para
o Planeta Literatura, é membro AVBL e faz parte da antologia O Poeta que é estrela. Tem um livro virtual e participação em muitos outros.





CATEDRAL DE MIM



Caminhei entre as estrelas
Hálitos angelicais perfumavam-me o peito
Etéreos hinos
Sobre as nuvens do teu amor
Flutuei ternura...Liberta sonhei
Voei...Vislumbrei o paraíso!

Endeusei-te...
Fiz de ti...Catedral de mim
Entoei-te júbilos de um amor sem fim
No altar do meu coração
Noites de vigília...Velava teus sonhos
Adorando-te...Rezava-te meu amor infinito!

Não avistei os vitrais...Em fragmentos de ti
Nem vislumbrei no átrio de mim
A sombra de teu adeus
Acreditei ser...
As contas da felicidade
Em meu rosário de ilusões!

Hoje...
Na catedral de meu peito
Rezo solidão!
Hinário da minha saudade
Apartada de ti...
Sou metade!



Rebentos de Ressurreição



Inda que, no presente, me firas tanto
No meu peito, suspire, um coração exangue
O porvir, de cada novo dia, me diz:
Não há pranto que, eterno, se delongue!

Novas manhãs de setembro... Virão
Em plena floração de primaveras
Perde-se um bem... Outro, há de vir
Se perece uma flor, há de vingar um botão!

O fim da esperança é a morte do sonho
O cultivo do perdão... Um salmo de paz
Conduze-nos à serenidade e à libertação!

As árvores outonais antes de florirem
Desnudam-se em tristezas e gemidos
Mas, os céus, depois da provação...

Coroam-nas em rebentos... De
....................... Ressurreição!



Rios Interiores



Sonhos... Rios correndo no interior da gente
Berços de luas cheias... Castelos de areia
Nenúfares sobre a face pardacenta da lagoa
Ressurgem, mesmo feridos pela última enchente!

Nossas almas inquietas... Eternas fiandeiras
Aspergindo estrelas no éter do pensamento
Quantas vezes nos perfumam falsas roseiras
Despetalam-se num beijo mais afoito do vento!

Monumentos erguidos no peito amante
Pensamos d’ouro, prata... Bronze
E é fumaça, que esboroa, na brisa de um instante!

Incansável... Persiste o humano espírito
Inda que dor! Inda que lágrima
...................... Inda que grito!
 

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Art Nadir A D'Onofrio
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