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J.B. Carneiro de Melo

J.B.
Carneiro de Melo,
Bacharel em Ciências Contábeis.
Nascido em 07/10/47 - libriano, tenho 2 filhos e 2
netos.
Natural do Rio de Janeiro - Botafogo,
residindo atualmente em Campo Grande, Zona
Oeste/RJ. Participação na banca de jurados do
Concurso de Poesias do C.I.E.P. 312 - Raul Ryff,
em comemoração ao centenário de Drummond de
Andrade no ano de 2002.
Desde jovem sempre gostei de escrever e, ao longo
deste tempo fui coletando reticências da
imaginação.
Após incentivo de amigos, passei a divulgar na NET
os meus escritos...
Sem pretenção de ser poeta ou escritor, fui
poetizando a vida, refletindo o ser, repensando a
existência...
Ponderando e questionando a relação humana com o
seu viver... Com a vida, com as regras da vida...
Idéias...
O que sinto e vejo, em relação ao ser humano.
Sem técnicas e métricas, no meu humilde entender,
a verdadeira poesia é aquela em que o poeta
transbordando emoções e divagações, inunda seu
redor com sua lucidez, transcende a alma...

O REGRESSO
J.B. Carneiro
Na eterna família, entrelaçado
por simpatia real - e afeição -
entre braços e abraços, é chegado
o momento da separação.
Na estação do cativeiro,
com destino ao mundo terra,
embarco.
A viagem é longa e com ansiedade,
marco
os nove meses que passo...
Enfim, o endereço destino:
de novo, nasço!
Encontro velhos amigos!
Na família de outrora, bendigo
o modo como sou recebido:
com votos de “Seja bem-vindo!”
Compromissado,
em avançar mais um passo,
sendo a semeadura livre,
colho bons frutos
e, obrigatoriamente, também
colho fruto estragado.
Resquícios de egoísmo
ainda arraigados
trazem-me orgulho e vaidade
- sombras das paixões -
Uso então a liberdade
que o livre arbítrio me outorga.
Para o desprendimento alcançar,
o tempo é preciso viver
e em intensidade captar.
Para frutos salutares colher,
é necessário semear caridade,
porque na estação – embarcado -
da esperada liberdade,
quero levar, no meu coração,
da vitória, a realização,
por mais um degrau conquistado.

Olhos
J.B. Carneiro
Veste-me com teus olhos... Com carinho.
No entardecer dos dias frios e desolados,
traze-me em tuas mãos os ramos esquecidos...
No meu coração solitário e fragmentado,
constrói um aconchegante ninho,
pois será nosso abrigo!
Quero, da solidão, o precipício vencer.
Nas águas cristalinas desses rios
que refletem tua imagem, renascer...
Preencher contigo meus sonhos vazios,
deixar-me fluir e acontecer
pois tu és vida!
Dispo-te com os olhos da alma...
Em dias tristes de tempestades
ou nas românticas noites estreladas,
quero te acariciar e deixar a felicidade
fluir na essência, quando despertada
pela primeira luz.
Na intimidade, na busca pelo rito,
nossos olhos se desnudam
- sem nenhum conflito -
na marcha que transpõe o céu.
Amantes, nos beijos tiram véus
e entornam nos lábios puro mel.

AMOR EM DÓ MAIOR
Autor: J.B. Carneiro
Quero tocar-te em serenata,
harmonizado os braços em RÉ menor,
sentir o gosto da tua boca
e unir os lábios em DÓ maior.
No refrão, um MI ardente,
cadencia corpos e abraços.
Fazem um SI diferente
sem errar no compasso.
No colo dedilho a canção,
em SOL de amor e carinho,
componho uma bela canção
no fogo que arde em seu ninho.
O FÁ sustenido no colarinho
fez o Lá subir um semi tom.
Murmúrios ecoam no vinho
e deixam na pele o baton.
A pestana, sem reprimir a nota,
solfeja em tom caloroso.
No corpo o fogo brota...
Quero tocar-te de novo!!!

http://www.jbpoesias.com/


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Art Nadir A D'Onofrio
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