Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta

 

 

POETA LUIZ POETA -

Vera Lúcia Flores – Mestra em Literaturas Brasileira e Portuguesa



O nome Luiz Poeta não é aleatório, é a marca registrada de um artista que entende a poesia como “ a melhor maneira de celebrar o amor pela vida, pela arte e pelas pessoas “ , como ele mesmo faz questão afirmar... e completa: “Muitas vezes me pego agradecendo e glorificando a Deus por esse dom que me deu de fazer da poesia a minha melhor relação com o meu tempo no planeta... “

É assim o “ poeta “ Luiz Poeta: uma pessoa extremamente sensível, que consegue soltar-se pelos caminhos da Literatura de maneira simples e ao mesmo tempo elegante... Luiz Poeta não põe sua melhor roupa para caminhar pelos jardins da poesia, entretanto procura exprimir-se naturalmente, sem rebuscamentos intelectualóides ou mesmices filosóficas, criando um texto de leitura fácil e cativante que consegue captar as angústias, alegrias e tristezas do seu semelhante, tornando-as poesia.

Confessa-se um poeta compulsivo e é capaz de parar uma conversa para rabiscar um pensamento e transformá-lo em verso, em uma estrofe ou até num poema.

Seus poemas são extremamente musicais: “ Às vezes escrevo na batida do meu próprio passo; quando ando rapidamente, vou cantando minhas redondilhas, paro e escrevo-as em qualquer papel que tenha no bolso ou que encontre pela rua. Sou um poeta compulsivo. “

É fácil conhecer a alma de Luiz Poeta, basta lê-lo e compreender, nele, um pedacinho da sua própria alma.

Vera Lúcia Flores


RELEASE

Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta ( sbacem-rj ), é Diretor Cultural da Associação Cultural Encontros Musicais, Quinto Acadêmico da Academia Virtual Luso Brasileira de Letras. Membro da União Brasileira de Trovadores e filiado à Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música ( sbacem-rj ), é poeta, trovador, cronista, contista, artista plástico, compositor, intérprete, violonista e guitarrista, sendo também Professor de Literatura, Língua Portuguesa e Produção de Textos, lecionando atualmente na Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.



Considera-se um poeta compulsivo, possuindo um acervo literário pessoal de mais de dez mil trabalhos diversificados incluindo textos em prosa e poesias, tendo sido premiado com a publicação de várias antologias produzidas pelas seguintes entidades:

Academia Brasileira de Letras

Folha Dirigida

Secretaria Municipal de Educação

Secretaria Municipal de Cultura

Câmara de vereadores do Rio de Janeiro

Portal CEN, Brasil-Portugal ( prêmio internacional ).



Publica suas obras através de vários sites nacionais e internacionais e foi produtor do CD Bossa Light e co-produtor do CD Marechal, 90 Anos de Encontros Musicais.



Atualmente, está produzindo o CD “ Ah, como era bom sonhar “, que inclui diversos gêneros de música: blues, rock, bossa-nova, forró, sambas etc.

Considera-se um poeta que faz música e, para as pessoas que amam poesia, Luiz Poeta costuma deixar a seguinte mensagem:

Quem quiser cantar meu canto,

Vai chegando de mansinho;

Tenho voz de acalanto

E canto de passarinho



Letra da Música de Fundo:
“COMO UMA FOLHA”
Luiz Poeta ( sbacem –rj ) - Luiz Gilberto de Barros e Franklin Roosevelt da costa
Direitos Autorais registrados na Escola Nacional de Música - RJ - Sbacem - RJ

Você precisa se soltar
Como uma folha,

Como uma bola,

Como uma bolha

De sabão no ar.



Você precisa se soltar

Num céu de prata,

Por sobre as matas,

Nas nuvens altas...

Mais que o seu olhar.



Você tem um caminho nos pés a seguir,

Tem uma paz que pode fugir,

Tem um amor que inda não viveu;

Você tem que lutar, nunca desistir,

Tem que chorar pra aprender sorrir,

Tem uma dor que inda nem doeu.



Você precisa se entregar

Ao cais distante

Dos navegantes,

Dos viajantes

Que sabem do mar.



DENTRO DA GENTE


Luiz Poeta ( sbacem-rj ) – Luiz Gilberto de Barros

Às 9 h e 22 min do dia 17 de junho de 2006 do Rio de Janeiro



Nenhuma dor é tão sutil que nunca mate...

A dor do amor, a dor da víscera, a dor do corte,

A dor que marca, a dor que fere, a dor que bate,

A dor da perda, a dor da ausência, a dor da morte.



Nenhum amor é tão frágil que não maltrate...

O coração, como uma flor, se fragiliza

Ao simples toque de uma dor que o abate;

A flor às vezes despeta-la-se na brisa.



A dor é óbvia, a dor é sóbria e desespera

Indiferente ao sangue quente que escorre

Sob a mandíbula potente de uma fera;

A dor é aguda, a dor é muda... a dor não morre.



Estranhamente, entretanto, é na dor

Que a fantasia surge gradativamente

E delineia o perfil de um novo amor

Que fragiliza o desamor dentro da gente.


 

 


CRIME HEDIONDO



Luiz Poeta ( sbacem-rj ) – Luiz Gilberto de Barros

Às 7 h e 21 min de uma úmida manhã do dia 17 de junho de 2006 do Rio de Janeiro



Me prenda, delegado ! ...eu sou poeta.

Delitos cometi, sou réu confesso;

Me ponha em sua cela predileta;

Só quero solidão... é o que lhe peço.



Já tenho muito mais do que mereço:

O humor, a dor, a minha inspiração,

A vida que me vê pelo avesso

De tudo que alguém diga que é razão.



Me prenda! ...eu já tenho uma prisão

Que é este silêncio que me grita

No instante em que meu próprio coração,

Desperta a solidão bem mais aflita.



Me prenda, delegado, em flagrante !

...a inspiração é prova do meu crime;

Importo-a de um lírico instante

Que existe em cada angústia que me oprime.



Por onde passo, deixo digitais

Sutis do meu amor... silenciosas;

Sou mesmo um poeta contumaz...

E as emoções são armas...poderosas



Sou mesmo um poeta compulsivo

Que vende a cada olhar que me percorre

A vida desse amor que mantém vivo

O sonho, quando a dor finge que morre.



Me prenda delegado, entretanto

Se a solidão vier me visitar,

Permita que ela traga o acalanto

Que existe nas cantigas de ninar.

 


CARDIOPRAZEROSAMENTE



Luiz Poeta ( sbacem - rj ) - Luiz Gilberto de Barros

Às 14 h e 37 min do dia 21 de junho de 2006



O doutor diz que o coração não dói... mas mata.

E a solidão ? Se ela não dói, por que é que a gente

Morre de amar ou de sonhar... ou, simplesmente

Sofre essa dor de tanto amor que nos maltrata ?



Diz o doutor que a dor que dói é visceral

E, para isso, recomenda a analgesia,

A dor nos rins, a dor de dente, a dor fatal...

É tanta dor... Por que é que dói a alma vazia ?



Doendo ou não o coração, o órgão vital,

Há outra dor que dói em outro coração.

A dor do amor... será que é dor espiritual,

Ou é o amor dentro da própria solidão ?



Se é de amor que vou morrer, que tu me mates

Com teu olhar, com teu desejo ou com teu vício

E que essa dor que vai além dos precipícios

Com teu amor, que me tortures e maltrates.



Se vou morrer da estranha dor de tanto amor

Então que eu morra nos abismos do prazer

De te amar, de te beijar, de te querer

Que eu morra logo no teu corpo sedutor.

http://www.luizpoeta.com/





 

 

 

Mid:  03como_uma_folha  Luiz Poeta

Art Nadir A D'Onofrio
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