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Martha Moro da Rocha


Nasci em ERECHIM, no RGS, moro em SANTA
MARIA, da Boca do MOnte, no Coração do Rio
Grande.
Amo esta cidade, acho-a linda, tem uma
geografia privilegiada.
Adoro pedalar, caminhar, dançar ou qualquer
atividade física ao ar livre ou não me
prende e me anima.
Sou formada em Educação Física e
Fisioterapia com pós-graduação nas duas
áreas.
Adoro meu trabalho, amo minha família, e
escrever para mim é respirar.
Tem três coisas que gosto que não renuncio
de forma alguma: pedalar minha Cindy, ler um
livro escolhido,
e meu time o GRÊMIO.
O resto é bom, mas a gente consegue ficar
sem de vez em quando.
Aprendi com o Espiritismo que somos seres
falíveis e precisamos crescer muito,
entender este plano espiritual
que vivemos e principalmente termos
consciência da nossa parte a ser cumprida.
Todos temos uma missão.
Viver entre letras é uma dádiva, e como sou
muito curiosa, vivo procurando o que ler.

VERTIGEM
Martha Moro da Rocha
Congela tudo no tempo
Desfaz em nós os laços
recompõe meus sentidos
decompostos no teu beijo
e vem compor teus versos
em chamas abrasadoras
contra o céu da minha boca!
Não quero sair incólume
nesta tua descida perfeita
no deslizamento de bocas
que se conhecem sem medo.
Esmaga meu corpo no teu
percorre meus recantos
e eu faço teus caminhos
em avassaladora voracidade.
Quero teus sentidos inflamados
quero-me sem sentidos, entregue
ao teu vertiginoso desequilíbrio,
num precário apoio de braços
entreabertos, entrelaçados,
girando em redemoinhos
vertendo prazer e vontades.
Desgasta minhas arestas
preenche minhas curvas
perturba minha sensibilidade
presa num perfeito labirinto,
numa vertigem sem limites
no meio da neblina matinal
ou em tardes frias e claras...
Nus,
na relva,
abaixo do céu
mas, ecologicamente correto!!!

BRUXAS? NÃO, APENAS MULHERES!
Martha Moro da Rocha
Acredite sim, caro poeta
nós as bruxas somos presença
somos essência e somos carência,
nós as bruxas estamos no âmago
no coração da sociedade,
no encontro dos dois lados
do escuro e do claro
somos ying e yang
somos mais certo que errado.
Somos saber e verdade!
Talvez acredites ou não
mas as bruxas de antigamente
nada mais são na verdade
que mulheres sábias
mulheres sérias
mulheres ousadas
mulheres curadoras.
Haja poção para tanto amor
haja amor para tanta poção!
Haja tempo para tanta sabedoria
haja poesia para tanta criação
que só pode emanar de Deus
para os homens...
através das poções das bruxas:
de ontem,
de hoje
do amanhã.

AS MENINAS QUANDO NASCEM...
Martha Moro da Rocha
(5/09/2004)
um quê de sutileza, de sedução, inocência
o jeito e o trejeito, o olhar felino
um doce modo de desbravar corações,
um modo perfeito de surpreender e querer.
As meninas são como mini-deusas:
não tem tamanho mas tem muito poder,
submetem os pais pelo olhar cândido
pelos choros no joelho arranhado
ou nas bonecas quebradas, esquartejadas
pela fúria já feminina manifestada,
obedecem às mães porque é natural
e colocam as saias rodadas e as fitas,
cativam os garotos porque convém
e é fácil demais manipulá-los (risos)
conquistam as amiguinhas pelos segredos
pelos mimos trocados, acessórios emprestados
travam batalhas imaginárias com o espelho
esticam cabelos, colocam franjas, tiaras,
buscam os objetivos sem medo e até sem
ajuda.
As meninas são amáveis, sedutoras
sedosas, cheirosas, sensibilizam-se
mas sabem o que querem desde sempre
e não se desviam de nada que interesse.
Meninas são como camaleões: adaptam-se
e por isso mais cedo ou mais tarde vencem.
E convencem sempre, e cativam e prendem
incautos ou preparados, todos cedem
e neste universo de forças medidas
elas são poderosas. Meninas super-poderosas.
E meninas tem pais, e são guardiões
e são guardas quando o namorado aparece
e são amigos quando elas suspiram
e são o ombro e o abrigo na guerra travada.
E os pais das meninas por elas tudo fazem:
brincam de bonecas, de casinha, de patinete
compram sapatinhos, blusinhas e adereços,
empurram a bike subida acima e cansam
mas sorriem no sorriso delas na descida,
não gostam de patins no aniversário
mas são os primeiros a procurar o preço...
os pais das meninas até relutam, mas aceitam
e aplaudem muito e choram mais no teatro,
e ovacionam e assobiam na formatura,
e ainda acolhem os genros que elas trazem
choram no casamento e fazem mil ameaças,
e embalam os filhos que elas tem
e nunca se cansam de velar seu sono.
Os pais das meninas poderosas são especiais
pois até mesmo na partida, vencidos,
chorosos
acenam no aeroporto a subida do avião,
não importa se Paris, Tóquio, Dusseldorf.
Os pais das meninas nunca escondem,
extravasam, abrem o coração e a vida
para que o sucesso as brinde com tudo.
Mesmo que para isso a lágrima teime em
rolar:
cúmplice e silenciosamente pelas faces
dos pais das meninas sempre poderosas do
Brasil e do mundo.
http://www.planetaliteratura.com/index.php?view=artigos&colunista=9

Mid: enchant
Art Nadir A D'Onofrio
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