Neyde Noronha

 

 

 

 

Nasci na cidade de Niterói/RJ/Brasil. Desde criança
manifestei um grande interesse pelas artes, o desenho,
a pintura e a música que sempre me cativavam.
Seguiram-se os anos e no ano de 1978 fiz a minha
primeira poesia. Ela nasceu pela manhã de um domingo qualquer.
Nunca tive orientação nesta área tão nobre, mas fui quase que de repente
me sentindo a vontade com a esta nova etapa de minha vida.
Entrei em grupos de poesias no Yahoo,
onde fiquei por vários anos, isto a partir de 1996.
Certa vez uma amiga webmaster me sugeriu um site onde pudesse mostrá-las
com música e a movimentação natural que o mesmo oferece.
O livro de visitas me incentivou mais ainda
e continuei.Hoje faço um blog do qual gosto muito,
ali acrescento novos e adiante vou mostrando o
meu pensamento, o meu ser criativo e inquieto.
Portanto, neste ínterim conheci muitos poetas importantes,
todos tão importantes para mim que seria difícil citar aqui quais são eles.
Agradeço a você Nadir com muito carinho por estar aqui.

 

Desejos espalhados

Neyde Noronha

Pensa e fala o que sente vontade
Absorve o colorido e o sol com sua energia
Ama escrever ouvindo música
Tem muito o que dizer
O cheiro do jasmim a fascina
Tão simples
Não percebe quando se sente inútil
Às vezes descobre muito tarde
Quer saber o sentido daquele beijo
Se é sincero ou falso
Só consegue saber, cansada de se doar
Tem o ar e a sua própria vida como companhia
Deixa os seus desejos espalhados nos sonhos
Mas só crê neles quando são verdadeiros
Ditos em voz alta
São seus, em seus sentidos
Quer saber o sentido da vida
Com amor
Com alguém que a ame
Como pensa sentir
Quer saber de quem gosta
E quem gosta dela
Para escrever mais
Pintar mais
Desejar mais


 


No Segredo

(Neyde Noronha)

Que vontade de chorar
A música me envolve
Um elo entre o meu sofrimento
E este momento

Tantas vezes penso
O que estaria fazendo hoje
Se tudo fosse diferente
Olhar o tempo que corre
A ventania que passa rasteira

O que será de mim amanhã
Sem o beijo que tanto quero
Sem o olhar que me preocupa
Me diz algo no silêncio
Qual não entendo
No segredo
Na própria essência do encontro

Queria terminar sem chorar
Escrever mais e mais
Pintar mais com a ilusão
Vencer esta angústia

Tanta graça tem a vida
Quero tanto aproveitá-la
Mas não entendo ela quer me dizer

Quando alguém não quer
Algo terá que se perder
Para sempre, talvez

E no sussurrar de um som sentido
A minha alma reclama
De dor
De amor

 


Poetas amantes

( Neyde Noronha)

São pedaços rasgados
Que se encontram
Na magia de um dia de sol
Ou numa noite de lua
Unem os seus corpos
Na ansiedade do encontro
No sentimento de se doar
Nas poucas horas
Que tão logo desaparecem.
Viajam nos seus sonhos em delírios de amor
Por vezes se tornam poetas
Quando encontram respostas
As suas questões
São tristes, no âmago dos seus desejos
Mas inesperadamente se separam
Como um brinquedo quebrado
Pela mão de um menino
Poetas amantes
Talvez possam chorar
Pela despedida
Agarram-se fortemente
Na esperança
De um novo encontro.
17/01/2009

 

 

Livro Visitas

 

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