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João
Carlos F. Almeida
" (Rother) poeta rebelde "

10
Fevereiro 1947
*
23 Janeiro 2009 +

Rother
poeta rebelde
João Carlos F. Almeida
Sou um Poeta Rebelde
Tentando sempre indagar
o saber e o conhecimento
mesmo rodeado de aço e concreto
nesta Metrópole que é São Paulo
Que ajudo a construir
Sou Engenheiro.
Amo o som do Rock
cujo som eleva-me ao infinito
até esqueço que sou erudito!
Minha vida que é um lapso do tempo
Deste velho poeta escrevendo o agora
tentando alcançar a sua nova aurora.

Os três primeiros poemas
foram
enviados por João Carlos, um dia antes de
seu desenlace
É o Amor?
João Carlos (Rother)
Fazem-se diabólicos louvores às humilhações
Demônios mapeando as fronteiras desta terra
Ecoam em cânticos lúgubres dos canhões
Aplaudindo o sangue jorrado nesta guerra.
Sopros putrefatos dos povos que sofrem
Sangram corpos das estatísticas iluminadas
Imutáveis mortos vivos que se contorcem
Fugindo das armas plangentes empunhadas.
Povoando este mundo já famélico de dores
Enquanto os algozes dançam sem verem
As taças em brinde ao lodaçal de louvores
Na luxuria mórbida de lágrimas a viverem.
Só existem mortalhas insultantes para as
dores
Sobrando as mazelas putrefatas das razões
Verdades ou mentiras dos aviltantes
opressores
Obrigando a louvar os arrotos de suas
opiniões.
As carpideiras desfilam em alegorias na rua
Réquiem para a cor púrpura das mutiladas
mãos
Que brilham na bruxuleante luz da ciclópica
lua
Onde floresce a sangrenta matança de irmãos.

Velho Quadro
João Carlos (Rother)
Belos momentos em nossa vida,
Cujo amor era então iluminado
Pelo teu corpo nu que me acolhia
Na luxúria de um mundo encantado.
Pintura cujo desenho sem pecado
Era para nós um tempo atrevido,
Tendo sempre o desejo amado
Transformado num mundo colorido.
Luxuria lírica de amores imutáveis,
Sentimentos dispersados ao vento,
Murmuradas lembranças indecifráveis
De momentos esquecidos no tempo.
Paixão lasciva hoje já tão distantes,
Formaram o prateado tom da lua,
Hoje Iluminando- nos como amantes
No velho quadro já sem moldura

Sedução
João Carlos (Rother)
Sedução que enlouquece a razão
Desconexos sinais de felicidade
É tua visão sedutora da paixão
Desejando-te até a eternidade.
Sedução razão de nosso existir
Congruência de um teorema
Presente ou passado a fulgir
Na monotonia de um poema
Sedução são fantasmas ilusórios
Cuja alma é o enredo da ilusão
Fantasia de segredos aleatórios
Mágica luxuria de tua emoção
Sedução lasciva de meus desejos
Ao acariciar teu corpo com avidez
Quando te percorro com beijos
Seduzindo teu corpo e tua nudez

Vida, Sonho e paixão.
João Carlos (Rother)
Na divina e extinta mocidade,
Enlaçados nos prazeres romanescos,
Tínhamos a erótica ansiedade
E nossos corpos eram arabescos.
Sonhos de amor na vida,
Vida cujos sonhos buscamos.
Sonhos de vida amadurecida,
Vida cujo sonho realizamos.
Sonhos da vida são realidades
Que olhos nunca enxergaram.
São sonhos, nunca verdades.
Cuja vida desmascaram.
Vida... Alma nostálgica,
Existente neste mundo vão,
Cujo poeta apenas classifica
De Vida, Sonho e Paixão!

Paz
João Carlos (Rother)
Se a guerra é econômica,
Os poderosos fazem a guerra
Cuja Nação estratifica
E a Paz ela soterra.
.Quando religiosa,
A mais antiga das guerras,
Ela é tão asquerosa,
Que a Paz ela enterra.
As guerras são as aberrações,
Convocando a morte a visitar
As obscuras e decrépitas nações
Que a Paz querem sepultar.
Paz, palavra que nada vale.
Nem escrita e nem falada.
Escroto do mundo se equivale
Cuja Nação é aleijada.
O homem que a Paz elucide.
Nem no coração ele tem Paz.
Apenas saiba escrever na lapide
E colocar no tumulo aqui jaz a Paz.

Jardineiro do Mundo
João Carlos (Rother)
Queria o mundo abraçar
E semear um amor fecundo
E ao ódio enterrar
Num buraco profundo
Queria ao mundo dar amor
Mas não tenho esse poder
Meu coração sangra de dor
Vendo o mundo adoecer
A terra está moribunda
Criar forças ela é incapaz
A humanidade está imunda
Nem amar ela é capaz
Escrevendo sou um plantador
Que em solo infecundo
Tento o desabrochar do amor
Num pantanal nauseabundo
Tento ao mundo cingir
Protegê-lo estando ele moribundo
Mas sou só um poeta a incutir
Ao povo a grandeza de nosso mundo.
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