Efigênia Coutinho Poetisa e Amiga Querida

Grata pelo carinho, acolhimento e hospedagem
dos meus textos, em sua conceituada Academia AVSPE

Nadir


 

Flores

Flores que plantei
Colhi, dei, recebi,
Alegraram meu viver!
Vivacidade de cores,
Texturas, fragrâncias,
Decoravam o lar,
Enfeitavam, pequeno altar...

Um dia, ornamentaram urna
Separação dolorosa!
Rosas. cravos, crisântemos,
Ostentavam, beleza singular.
Nas coroas entrelaçadas,
Exalavam, cedro, alecrim.

Sobre a lápide negra
Onde jazia o ser,
Que me ensinou, o segredo,
P'ra fazer a planta germinar.
É preciso cuidar,
Adubar, regar, podar.
Preste atenção...minha filha !

Converse com sua plantinha...
Dê-lhe amor, carinho,
No tempo propicio,
Poderá vê-la desabrochar.
Assim acontecia, 
Depois, a flor murchava,
Nova semeadura iniciava...

Aprendi a lição minha mãe...
Só não aprendi
Amenizar a saudade...
Sentimento, que se instala
Machuca entristece, oprime.
Lágrimas rolam pela face,
Caem, sobre a rosa, ainda em botão.

Nadir A. D'Onofrio
Santos - SP - 24/07/2006


Vento do Outono
Nadir A D’Onofrio


Vento soprando forte
Na fria noite de outono
Lembrança pecaminosa
Que minha mente perverte...

No calor do verão
Em dias que a sorte me sorria
Surgia o esperado encontro
Minha ansiedade, em sua calmaria.

Como barco em maré mansa
Ou um tornado surpreendente!
Para teus braços me arrebatava
No ímpeto do adolescente.

E o amor acontecia
Sob o sol ou temporal
Ora, sobre a fina areia
Ou na cabana do coqueiral...


06/05/2008/ 20:12h de uma noite fria
Serra Negra SP


FOLHAS MORTAS
Nadir A D’Onofrio


Manhã nublada!
Onde está a luminosidade do sol?
Resolveu se ocultar!
Como criança acanhada....

Por favor, resplandeça!
Ofusque o sofrimento...
Traga nos raios a expectativa,
Deixando no coração o alento.

Assim, no tempo eu poderia voltar!
Quando, nada tinha para ocultar.
Amante efusiva, esperava-o...chegar,
Braços abertos, p’ra te aconchegar.

Existência de fases,
Sentimentos subjugados.
Caducaram na fragilidade,
Marcada por animosidade.

Como folhas mortas!
Em tardes outonais,
Desprendem-se, forrando o solo,
Vou espargir ao vento...as lembranças...

06/12/2007 01:20 hs
Serra Negra SP

 

 

 


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2006

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