Ciranda Divagando

37 Participantes

Coordenação Raquel Caminha Matos

 

 

DIVAGANDO

Nadir A D’Onofrio


Vou sorver a brisa que suavemente passa,

Refrescar-me sob o sol escaldante

Dormir acordada,

Vou ser maremoto e vendaval.

Quero chegar e destruir tudo,

Que pela frente encontrar...

Sou geleira e lava de vulcão,

Incandescente que escorre,

Queimando esse chão...

Raio, tornado e trovão

Asteróide explodindo de encontro ao chão!

Hoje sou violência quero destruição...

Depois do caos instalado,

Entro em total inanição,

Em contração...

Etapa de consumição!

Bummmmmmmmm!

Desintegro!

Agora?

Sou partícula de pó...

Partícula de gelo...

Na cauda de um cometa...

Plâncton, musgo, grão de areia,

Seixo...e uma enorme pedreira,

Dando passagem ao rio e cachoeira.

Sou água pura cristalina,

Véu de cristal das matas!

Desbravo caminhos rolando,

Agressiva e serena,

Até encontrar o mar...

Nos versos e reversos,

Do meu singelo poema...

09/04/2004

Santos

***

2

DIVAGAÇÕES

Marcial Salaverry
Para curar a dor de um amor,
não estava com pressa,
e, como compressa,
usei o linimento de um novo amor...
Numa noite de luar,
estava a divagar,
e movia-me de vagar...
Percebi seu vulto ao longe...
Um lindo corpo,
em felinos movimentos,
vinha em minha direção,
acelerando o bater de meu coração...
Encontramo-nos...
Olhamo-nos...
Sem nada dizer, beijamo-nos...
Fulminante assim,
são os reais amores, enfim...
Foi como um sonho real...
Mas foi apenas um sonho sonhado...
Acordei, sem ninguém a meu lado...
Soturnas
fantasias noturnas...
Como é bom sonhar...
Triste, é o acordar...

Marcial Salaverry

***

3

DIVAGANDO NAS ONDAS DA POESIA


Denise Severgnini


Ao poeta, de amores vividos...

De todas as partidas, a mais dolorida

É aquela que acontece sem adeus...

A inexistência de um final definitivo...

Deixa sempre uma porta entreaberta

A poesia torna-se fonte...um lenitivo

A calar as dores implantadas no ser

Deixa-se acontecer a vida...

Abre-se um oceano diante dos olhos

Águas ora violentas, ora morosas...

Consentem a saciar almas sedentas...

Abrem-se a receber todos os lamentos

O entusiasmo criador emerge do ser

Aplacando reais e ilusórios tormentos...

Como o naufrago, a extasiar-se ao ver

Distante,no horizonte... barco salvador...

Poeta que busca o amor perdido,

Navega nas ondas dos teus versos

(Onde outros também irão mergulhar)

Faz da tua dor legítima ou imaginária

Uma semente de alívio ao sofrimento

De quem ao teu estro procurar!

Denise Severgnini

***

4

Divagando
Efigênia Coutinho

Divagando caminho no espaço
Os sonhos debaixo das asas do
vento...Sigo criando ás mais
belas fantasias, como nascem
crianças belas todos os dias.

Divagando, tanto quanto o
vento, ser mais que silêncio
Ter mais decisão nos atalhos
que vem com a sorte alojando-se
na alma como um furacão

***


5
Divagando nos versos

Raquel Caminha


Divagações do louco

poeta há,

por vezes, sensatez.

E na poesia sem rumo certo

somos por muitos julgados loucos.

Mais como diz o a sabedoria popular que

de poeta e louco

todo mundo tem um pouco.

O que coloca sempre o ser humano entre

o sonho e a realidade

entre a liberdade

infinita do amor e o abandono,

e a solidão de um calabouço.

O espírito do poeta muitas

vezes divagava, e devido esse seu

jeito sonhador, ficava horas a fio

a fantasiar, sonhando e

,colocando esse sonho em versos,

e que muitas vezes, esses sonhos ,

são a realidade da alma de um poeta, que mesmo divagando horas a fio, ele melhor do

que ninguém sabe que o maior sofrimento

de todos os poetas, é não ser compreendido pelos outros.

***

6

DIVAGANDO...

Àguia Dourada

Divagando mundos sigo meu caminhar
na esperança de encontrar
a palavra muda
que se tornara uma canção de amor.
Onde o verde tem mais colorido.
Como a primavera entrando em nosso coração
trazendo uma roupagem diferente
de um colorido vivo
e mesmo que o vento derrube todas as folhas,
elas renascerão com mais força,
pois tudo é amor e encanto.


Viver é um constante ato de ir e vir.
Sons oscilantes.
cores desbotando
e perdendo sua essência verdadeira.
Luzes ofuscando os olhos
que não querem ver,
que não querem entender que na vida tudo passa,
os amores findam e outros vêem,
quando a alma se permite
ser feliz e abre se para um novo
divagar em campos floridos,
de uma primavera que chega
trazendo novas esperanças.
Todo vazio pode ser preenchido,
o tédio mudando e sorrindo ,
ganhando uma nova forças
para um divagar não ao nada,
mas ao caminho da vida
e felicidade que encontra se
sempre ao nosso lado
e bem dentro de nós.
Não existe mal sem remédio,
permita-se encontra-lo
abra esse teu coração
e deixe a vida fluir
como o rio rumo ao mar,
para ser uno com toda a natureza
e ai seremos felizes
e livres para novos amores
que sempre caminham ao nosso
encontro.

A alma cansa em certos momentos
nesse divagar ao nada
e nesse mundo de decepções e dores,
mas são experiências validas,
para um aprendizado onde nos levara
a uma paz imensa.
E pelas veredas da vida
sempre encontramos um novo florir
nova vida a germinar
trazendo a tão sonhada paz
e nosso amor.

Esse olhar que se abre como uma
pétala de rosas... Levemente.
O vazio da mente que é o
estado mais sublime,
onde passamos a ser observadores do pensamento.
Não plasmando em nada.
Apenas fluindo em sua naturalidade.
Tudo se renova, coração, corpo e vida
e passamos a ser como crianças
a brincar na ciranda da vida
alegres e felizes.
E a terna candura florindo
em todo nosso ser.
Dissipando toda dor.

Nada como o libertar
encontrar mãos que nos aconchega
braços que nos acolhe
com carinho
nos fazendo sentir gente
renascida como Fênix
para um novo voar
nessa imensidão de mundo.
onde o amor ainda existe
dentro de cada um que permite se
ser amado e ama se.
Num repente, mais que repente
tudo se transforma,
pois somos seres alquímicos,
somos deuses do amor,
do encanto,
da vida.
E nosso prosseguir
segue passos firmes
levando a cura da nossa alma
equilibrando-se e centrando se
cada dia mais
dentro das certezas e
in certezas da vida.
Pois viver é o momento,
apenas o momento
que é o maior presente
da existência.
Viva-o intensamente
e deixe a vida fluir
sempre permitindo se
e abrindo se
para que tudo chegue
ao seu tempo e hora.

***

7
Divagando...

Lukass

Divago em versos,
em prosa e poesia,
em nuvens de algodão,
quero encontrar minha paixão.
Divago em pensamentos a toa
em sonhos meu pensamento voa,
De quimeras vou construindo
meu castelo para nosso amor
abrigar, se algum dia
eu conseguir te encontrar.
Assim a vida vai passando,
eu aqui divagando,
em uma eterna busca
continuo te procurando.

Abril/2005 - SP

***

8


Divagando

Tarcísio R. Costa



Divago rumo ao desconhecido,

Olho para o horizonte...

Sinto uma angústia... tenho sede.

Procuro a fonte da sabedoria,

Para amenizar minha vida, minha agonia,

Não encontro...



Prossigo o meu divagar... ao léu,

Olho para cima... mas, o céu

Não esclarece as minhas dúvidas...

Volto para o meu interior,

Divago na ilusão...



Procuro resposta do meu coração,

Lembro do meu amor

Que se perdeu no tempo.

Sinto dor...



Não adianta... Fico sem resposta,

Não encontro a quem fazer uma proposta...

Para me dar uma orientação.



Só encontro no meu divagar

Curvas... desníveis... atalhos...

Paro no silêncio taciturno.

Desisto da minha caminhada...

O destino é obscuro.

****

9


Divagando...

Angela Lara



Quem sabe uma noite como esta,

onde acalantos são poucos

e a rima, frase escassa

me traga a melodia dos teus tristes olhos

e me acorde de repente

para beijar tua boca...

Posso divagar na ceia negra

de um ritual sem versos

e adentrar teu mundo

de olhares descobertos...

Posso afagar tuas mãos

como quem acredita no absurdo,

mas se eu silenciar

que seja em sentimento profundo...

****

10


...DIVAGANDO O TEMPO...


MaséFrota


Ouço o vento,

No divagar do tempo,

...e neste vaguear...

me perco em pensamentos.



Tua voz escuto em ecos...

refletidos no teu olhar,

verdadeira explosão,

em chamas de desejos,

à muito amainadas,

em divinos e reais momentos,

de uma louca paixão...



Agora no estiar do tempo...



"...Caloroso e Frio"...



conduzo luzes

nesta contínua e insensante busca

procurando encontrar você,

então acalmo minh´alma

para juntos seguirmos

em algum lugar encantado...

na espera do encontrar,

caminhos reais à percorrer,

..."muito antes"...

sonhados e vividos"...



...escutando o vento...

...divagando o tempo...

Rio de Janeiro-24-04-2005

***

11

DIVAGAR
Vera Fiuza

Divagando eu fui
eu fui de vagar

eu vou devagar
lentamente
suavemente
translúcida
plainar

Fluir
o fluido cósmico
a essência

Ser semente
germinar
desabrochar
renascer
Vera
Primavera

Ver nascer
campos floridos
vários matizes de verde
nas matas
na natureza
nas cachoeiras
banhadas pelos raios de sol

Voar
Maestra
da orquestra de pássaros
que executa doce melodia
uma canção de amor
Águia Dourada

Vera Fiuza
24/04/2005
00:45h

***

12

Divagando
(Tere Penhabe)

Vou seguindo pela vida
divagando a esmo
persigo minha eterna busca
mais concreta do que nunca.
É premente encontrar
o meu reflexo do espelho
essa mulher coragem
que eu não conheço
mas descobri que existe
e está à minha espera
em algum lugar do futuro.
Tem nas mãos a poesia
e um coração que acredita
em Deus e no amor...
Dessa fonte de vida
que é a minha fé
eu vou colhendo os dias
e vivendo-os um a um
incansável
cheia de esperanças
de um jeito que me faz feliz.
Desnecessário perguntar, até quando?
Melhor ir divagando...

Santos, 23/04/2005_15:20 hs

***

13

DIVAGANDO A REALIDADE
João Carlos F. Almeida (Rother)



Falam os poetas

Sobre o primeiro amor.

Se tem primeiro,

O segundo tem que existir

E o Terceiro é feito de dor

O quarto me faz rir.



Alguns poetas

banalizam o amor

Porque é fácil rimar.



São poetas para apalavrar

E o amor idolatrar.

Esses poetas

Deveriam consigo trazer

Um medidor de amor.



Como se chamará?

"Amorólogo"?

E como será esse medidor?

Como descobrir?

Ou como o amor medir?



O tempo continua implacável,

Os sonhos envelhecendo,

Mas lindas e modernas imagens

Fazem a metamorfose desejável.



Nas poesias escritas

É transplantada a jovialidade,

Escondendo os corpos carcomidos

Pelo tempo que não perdoa.



Poemas que demonstram

Falsidade

Quando escrevem

Sobre Sexo e Paixão,

Cuja própria insignificância

Dá-lhes valores inestimáveis.



Muitos poetas esquecem

Que o amor é sentimento,

É emoção,

É lirismo transparente

Na boca do amante

Que sabe dizer

Eu te amo!

***

14

Divagando


Marilena Basso

De repente me surpreendo
Olhando para o infinito,
Sem fixar o olhos
Em ponto determinado,
Pensamento solto,
Divagando na imensidão,
Perdido em um turbilhão
De sentimentos contraditórios,
Procurando justificativas
Para males que preocupam,
Mas sem querer encontrá-las.
De que adianta justificar
O prejuizo que é causado
Pelo cíume, inveja,
Desconfiança e traição?
Estes atributos infernizam a vida,
Tiram a paz de um bom viver.
Saindo do meu devaneio,
Enfrento a cruel realidade.
Enquanto o amor for desconhecido,
Não sairemos deste estado,
Urge divulgá-lo, propagá-lo,
Rapidamente praticá-lo,
Só assim não será
Necessário justificar,
Com o amor, a felicidade
Irá sutentar a humanidade!

***

15
Divagando...ou tentando divagar...
Venina M. Santos
Arianne*Ctba

Durante todo o tempo, ouço os chamados
de um e de outra... tento nao lhes dar atençao.
Quero estar e ficar a sos comigo mesma...
quero esquecer nos murmurios do regato,
no silvar da brisa, no perfume das flores, no
trinar dos passaros e no balouçar manso
dos galhos das arvores, que eles existem...
Ensimesmada, vou divagando sobre a
minha forma de ser, ou, de como estou, de
como fiquei, por culpa deles... tento nao
dar - lhes ouvidos, mas retumbam,
dentro de mim, como trovoes numa noite
de tempestade violenta... cubro fortemente
os ouvidos, com as maos, como se assim
fosse possivel nao ouvi - lo e seguir nos
meus devaneios, mas e impossivel, pois
que sao exatamente eles que me levam
a divagar, muitas vezes, a transpor umbrais
nunca dantes sonhados, que me elevam
a potencia maior de SER, como Poeta
e criatura, porque existem em mim com
a intensidade de um relampago que
corta, de repente, a treva da noite mais
densa! Como escapar em devaneios, se
estou possuida por eles? Se, na verdade,
minhas divagaçoes acabam sempre
aportando no cais onde eles estao ancorados?
Eles... amor e saudade... sinto - os, vibro - os,
absorvo - os e ao mesmo tempo, saem do
meu proprio corpo por cada poro, em cada
respiraçao que exalo, tentando envolver
aquele que eu amo, traze - lo para perto
de mim, acabar com a distancia que me
consome nessa saudade infinita... nesse
amor que anula todas as chances de me
embrulhar em mim mesma, ser esquecida
por todos e de tudo me esquecer, encontrando
talvez, assim, a paz que busco para este
tormento que assola meus desejos,
tornando - me apenas uma flor quase
esmagada, sendo levada de roldao
pela torrente contra a qual ja nao posso
mais lutar... porque nao consigo esquecer...

***

16

Um divagar
zelisa camargo

Na suavidade dos passos
leves como a flutuar
somos os eternos viajantes
do tempo sem espaço
demarcado.
Apenas sentindo nossa alma dançar
entre as estrelas e tornando nos
seres de amor, apenas amor.
Somos o tudo que interage no
todo cósmico,
tornando-nos essência divina
de maior pureza e leveza
nesse peregrinar sem tempo de ser
sem espaço para ocupar,
mas sendo energia,
apenas energia vital
que supre todas nossas necessidades
de estarmos caminhando
nesse planeta onde ainda
exige um denso que anda
com pés arraigados no chão,
mas o espírito a dançar em suavidade
todas as canções e melodias
em sua sutileza que és em essência
e com isso tornamos nos seres
divinos e puros como anjos
e Serafim
a bailar o canto do viver
e sermos o que somos
eternos peregrinos em rumo a nossa
casa onde podemos nos quedar
e sermos de uma volatilidade maior
que a própria essência do ar,
do vento que sopra lento nossa alma
e descansa nosso espírito cansado
dessa carcaça que ora carregamos,
de um peso que não é nosso.
Ah! tempo sem espaço...
que esse momento seja vivenciado
por todos os seres
para que entendam o verdadeiro
sentido do que realmente somos,
seres , apenas seres
em sua eterna ascensão,
caminhantes das estrelas.
Sempre rumo a nossa casa.
Para sermos unos ao todo
amor.

zelisa camargo
13.01.05
06.04

***

17

Divagando...
Lídia Valéria

A euforia que traz meus pensamentos...
Ao ver você, a euforia despedaça minha serenidade.
Encontro a alegria, mas foge-me a felicidade.
Por que tanta alegria, se minhas mãos ficam frias...
Mentalizo tanto, que ao pensar, me desdobro em prantos.
O devaneio invade minh'alma... meu sono...
Divago em meus pensamentos insanos,
que chego a sentir seu perfume em mim.
Danço a música da vida nos compassos de um coração
ora feliz, ora em desilusão... Elo sem junção...
O núcleo do meu ser vive na ilusão
de um dia, o mundo ao meu redor,
não seja mais sombrio sem você.
Dói saber que não podemos nos tocar...
e eu não existo sem você.
Fantasio e espero ficar acesa a chama do meu viver,
para juntos, fazermos um brinde a nosso elo...
e reviver...

Lídia Valéria
lidia.valeria@uol.com.br
***

18

DIVAGANDO...

Grace Spiller


Persigo teu perfume de verso

Na ânsia de desvendar-te a essência

Na loucura de saber-te as vontades

Teus mais recônditos sonhos

E mais elevados anseios...



Mas nas linhas e entrelinhas

Teu perfume de verso me seduz...

E perdida em meus enleios

Esqueço minha busca

E só te penso...



Ah, o teu perfume...

Divagando

Acaricio meus seios

E te desejo...

INTENSAMENTE!

***

19

Divagando entre as doze

Schyrlei Pinheiro

Eu já nasci assim, entre as doze,
multiplicados por dois,
e até então não havia percebido.
Entre as doze, um dia terei que partir,
deixando o multiplicado aqui,
vivendo as tais doze, divididos em dois,
cuja metade é luz,outra, escuridão;
a luz continuará a nascer em cores,
multiplicando valores, vistos por sombras,
na escuridão, o tempo das doze,
correndo na vida,vai amadurecendo,
amando as Marias entre as tais dores.
Nas próximas doze, posso
o mundo mudar,plantando sementes
de tantos amores
que o futuro verá, nas cores,
das doze horas marcadas
no espaço infinito do tempo,
que, dos lados, ao lado, da vida,
multipliquei
***

20

DENTRO DESTA MULHER QUE TANTO SONHA

© Soneto Sarah Rodrigues



Em mim, que tanto sonho e tanto vago

nesses altares lúcidos de amor,

talvez não sei por que, mas sei que trago

no leque dos meus passos, minha dor...



Sou da mulher um sonho a se compor,

a querer do destino mais afago,

a ter nas esperanças mais dulçor

sem divagar na pena que divago!



Dentro desta mulher que tanto sonha,

talvez até maior do que suponha

o próprio sentimento das paixões,



exista um coração que se alimenta

e em tudo se supera e se sustenta

por esse mar revolto de emoções!

***

21

Divagando segue o tempo



(Sara Correia)

Por muitas vezes, a vida nos separa
E vive divagando o tempo que outrora nos uniu.
Vivo intensamente cada momento,
Com todas as forças que aqui guardo em mim.
Para um dia divagando te amar sem pensar no tempo
O tempo que nos separou divagando,
Um dia divagando vai nos unir.
E para sempre no silêncio da vida divagando te amarei.

sarascully3@hotmail.com

***

22

REPENSANDO A VIDA ...

Elisa de Andrade



Olhando o mundo lá fora .... e de verdade

Lembro com alegria .... e enorme saudade

O tempo em que era criança

A traquinar pela vizinhança!



Tempos felizes aqueles em que a garotada

Não se preocupava realmente com nada

Ser criança era uma eterna brincadeira

E você pensa que dura a vida inteira!



Mas o tempo passa... a gente cresce e fica a pensar

Que aqueles agradáveis momentos .... traziam esperança

E ficaram guardados .... bem fundo na lembrança

Mas basta querer recordar .... pra gente logo se lembrar!



Que era feliz e vivia docemente

E a lição que a gente vai guardar

É que a vida passa num repente

Por isso é preciso saber aproveitar!



Não importa em que época se apresente

Seja criança.... adulto .... ou adolescente

O que interessa mesmo é viver em PAZ

E fazer da vida .... uma arte de querer buscar mais!



Viver compassada .... porém intensamente

E o resultado virá.... naturalmente

Ao se repensar a vida .... vale a pena saber procurar

Onde houve falha .... para poder consertar!



E não há razão suficiente .... para seguir sozinho

Pois a graça está no convívio .... que se tem nesse caminho

Porque a vida deve ser compreendida

Como uma passagem .... e não uma saída!



É preciso construir um ninho .... para habitar

E a nossa querida família .... bem formar

Com sua ajuda .... e em todo o tempo a seu favor

Vamos seguir sempre unidos .... seja para onde for!

Petrópolis - RJ

www.casasaudavel.com

23

Devaneios de um Poeta
Zena Maciel

Bebo na boca da poesia
Adoço a flor da melancolia
com palavras grávidas de magia
Deixo o coração voar
A alma levitar
Na calçada dos sonhos
com a lua fico a namorar
Deixo o sorriso gargalhar
O útero do mundo quero abraçar
Deito-me nos braços
das vãs utopias
Cubro-me com pétalas
bordadas de fantasias
Entrego o corpo aos euforias
dos beijdos
dos doces lampejos
do instransitivo verbo amar
Navego no barco de um poema torto
Sinto o dengo gostoso das
trovas a chorar
Rasgo o mapa do destino
Esqueço a fatídica sina
A tristeza acabei de matar
Nas asas do infinito
um pássaro encantado acabo de encontrar
Deixo-o no meu coração pousar
Enfim a felicidade abraçar!
30/10/2004

***

24


DIVAGANDO...


Divagar...nada fazer...
Sorrir o soriso infinito,
De quem quer adormecer...
Nada pensar...apenas ser...

Um vulto surge num sonho...
Que tal, um amor do passado?
Divago entre cinzentas nuvens...
Tudo surge enevoado...

Fantasia...tarde quente...
Sol caindo, brisa leve...
O encanto que foi solo ardente,
Hoje, divagando, num murmúrio,
Tranquilamente se perde...

____zuleika_____

26/04/05

***

25

Divagando...

(Marici Bross)


Gosto de ver a chuva miúda
cair sem cessar,
Gosto de senti-la em meu rosto
Penetrando nos cabelos meus
Gosto de sentir a chuva
Em minha face
Gosto de ouvir, seu murmúrio de dor.

Contemplo tudo isso e,
Penso em você
Lembro de suas mãos penetrando
Nos cabelos meus
Lembro de seus lábios a procura
Dos meus.

Marici Bross

***

26

Divagações
Mercedes Pordeus

Contemplei o céu...
Divaguei nas nuvens...
Acompanhei a lua e as estrelas.
E me encontrei pisando em terra firme.

Contemplei o oceano...
Mais uma vez divaguei, no horizonte...
E me vi flutuando sobre intrépidas ondas.
Outra vez me encontro na realidade...terra firme.

Contemplei o sol...
Seus belos raios brilhantes e dourados
Invadiram minha privacidade, astro real
Que me ofereceu sua força e luz como legado.

Contemplei natureza...
Percorri com o olhar o belo arvoredo.
Os beija-flores visitando a minha varanda.
Num leve bailar, pensei serem brinquedos.

Contemplei o céu...
Outra vez divaguei e me senti um anjo...
Deslizando através das nuvens, qual tapete de algodão
Encontrei Deus, e me disse : sossega, és minha criação.

Recife/PE

***

27

Divagando pelo mundo interior

Valeriano Luiz da Silva

Bom é sempre ter ocupação
Ter mente limpa e puro coração
Se não a mente começa a viajar
E pelo muno começa a cirandar

Aí meu amigo! começa a divagação
Às vezes trazendo tristeza ao coração
Pois a mente desocupada
Às vezes torna a pessoa perturbada

A gente viaja pela mente
Pensa tanta coisa diferente
Nem sempre são bons pensamentos
E algo pensado traz arrependimento

A mente vazia sai divagando
Por este mundo perambulando
Parecendo um ébrio dançando
E ao acaso continua errando

A mente começa a fantasiar
Pensa em voltar e consertar
Mas como não há ritornello na vida
É esquecer o passado nesta viagem empreendida.

Anápolis 27/04/05
Valerianols@globo.com
www.albumdepoeta.com

***


28

Tarde feliz



Me sinto feliz nesta tarde
Porque posso olhar o céu
Azulado e tranqüilo
Porque posso sentir em meu rosto
O sol, que impunemente arde
Nesta tarde feita de gosto
Em que me sinto feliz

Me sinto alegre, nesta tarde serena
Em que a paz é seu adorno
Onde sonhos, vagam calmos
Tão calmos quanto seus lábios mornos
Que tocam com carinho os meus, emocionados.

Me sinto alegre e feliz
Porque nesta tarde tão bela
Seguimos os dois enamorados
Saboreando a brisa, tão breve
Que nos toca de mansinho com intimidade
De uma maneira tão leve
À nos unir com naturalidade
Quieta e sem alarde.
Como se nós dois fizéssemos parte
Desta linda e alegre tarde...

Priscila de Loureiro Coelho

***

29

Divagando
Giovânia Correia



Estava esta noite divagando...
Perdida em meus pensamentos.
A procura de respostas.
Que me pertubam em todos os momentos.
Mas, nem mesmo a lua me respondeu:
Como posso viver sem você?
Como viverei sem o teu amor?
Como poderei te esquecer?
Continuei a divagar.
E uma luz em mim surgiu.
Quem sabe um outro amor,
apague tudo o que existiu?
Mas, meu coração não aceitou.
Essa luz que me ofuscava.
Ele só aceita o teu amor.
Ele só a ti buscava.
E fiquei nesse conflito.
Nesse conflito interior.
Entre razão e emoção.
Já nem sei aonde vou.
Ficarei aqui divagando.
Nessa noite de luar
Com a saudade me sufocando.
Querendo apenas amar...

***

30


DIVAGAR, COMO É BOM!
Nilse

De férias, no meu chalé,
saio para a grande varanda,
vejo o lindo jardim florido,
no fundo, uma rede,
devagar me aproximo dela,
deito-me languidamente,
sentindo a doce aragem
passar pelo meu corpo
e o suave aroma das flores
me fazem começar a divagar...
Fecho os olhos e te vejo...
tantas lembranças boas...
Lembra-se do dia
em que dançamos na praça,
aquela valsa de Strauss?
Nossa dança contagiou
quem lá estava,
podiam até pensar
que fôssemos malucos
e éramos,
um pelo outro...
E da noite na praia,
quando deixamos
a lua e as estrelas felizes
vendo nosso amor se realizando?
Naquela noite também havia
uma brisa, só que marítima,
que loucura deliciosa,
carícias, dengos, chamegos,
beijos, abraços,
nossos corpos famintos,
movendo-se ao mesmo rítmo,
no começo fraco,
depois acelerando,
até atingirmos o êxtase...
Agora, simplesmente divago
com sua volta e com seu amor...

28/04/2005

***

31


SÓ ... DIVAGAÇÃO !

Carol Rivers

Ao cair a tarde, me vi caminhando na praia.
Aos poucos fui me envolvendo no silêncio da noite
que parecia mais escura que nunca.
Olhei ao redor e apenas vislumbrei as
as estrelas envoltas em nuvens.
Só o barulho das ondas
rompia o suave silêncio.
As ondas quebravam calmas na areia
e banhavam meus pés descalços.
Abri os braços tentando encontrar conforto.
Nada, estava completamente só.
De repente, como um bálsamo,
uma paz invadiu todo meu ser já tão cansado.
Percebi que estar ali sozinha,
era minha doce companhia.
Sorri. Caminhei com passos seguros, sem medo
e mergulhei na escuridão.
O corpo molhado, a mente vazia.
O silêncio me dizendo que um dia
eu seria novamente amada.
As lágrimas a tempos teimando em meus olhos,
desceram suaves.
E levaram o medo de eu ser tão só !

***

32

DIVAGANDO
Margaret Pelicano

Divagando por momentos indefinidos
penso no passado, no que será feito
no que deixou de ser amado, no que não teve proveito,
desejos que não foram curtidos
saciados...
delitos amorosos imaginados,
que foram comidos pelo tempo que passa...

Divagando,
sinto saudades de um amor que não acaba,
idealizado, perfeito,
e também magoado
por ter ficado em estado
lastimável de abandono...
crucificado
pela irresponsabilidade de um agoísmo doentio...

Divagando, placidamente, confio
que o mundo, mesmo arredio,
é minha escola de aprendizagem,
e que essa experiência é mais uma das inúmeras fases
do desenvolvimento de que necessito
para a compreensão do amor pleno, do amor perdão,
do amar pelo prazer do amor em si mesmo.

Divagando, vivo...
e vou levando a existência
com mais calma...
observando as portas que se fecham,
as que se abrem...
atenta aos sinais que Deus me envia...
Sabedora de que esse amor, um dia...ah! um dia se realiza.

Brasília - 28/04/2005

***

33


DIVAGO? VIVO!

Mais um dia, após o outro!...
Corro, faço, me atraso.
Canso, descanso, começo outra vez.
Por fim, paro um momento
Começo a divagar...

Quem sou nesse instante?
Que quero para o meu amanhã?
Sou peça dissonante,
Num mundo enlouquecido
Vejo a vida com sentido,
Ele gira atordoado,
Eu sigo reto, ao infinito.

Divago, mas não sem porque...
Penso com amor e razão
Não vivo de emoções perdidas,
Tudo que hoje eu sinto
Traz encanto à minha vida,
Vibrante coração!...

Divago? Vivo!
Como um ser livre, infinito!
Uma pequena luz:
rumo à Luz!

VITÓRIA LUZ
abr/2005

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34

DIVAGAR DE VAGAR
Maria Mercedes Paiva

Voltará o amor, trazendo as frases
de tudo o que não foi dito,
neste vazio d'alma,
nesta janela de ilusão?

Loucura sã que me embriaga,
nessa dimensão entre as distâncias,
onde o pensamento mais concreto,
desce a tela florescente e
vai do real ao virtual...
vem do virtual para o real...
indo além!

Insanidade boa,
essa que me embriaga:
vagar de vagar e divagando,
te alcançar
entre as distâncias reais de espaço,
que a virtualidade atualiza!

De vagar,
divagar entre seus braços,
que o sem tempo virtual logo agiliza!
Avançar todo sinal...
que a tela emocional
se concretiza,
ao comando...
Divagando....

Outono
2005

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35

DIVAGAÇÕES

Nisia Barros


Da minha varanda olhava o céu

A lua brilhava. As estrelas cintilavam..

Fiquei imaginando para onde vão

nossos pedidos e nossa oração...



É um mistério...Um jogo imaginável

Vem do mais íntimo... Opostos profundos

Nosso corpo e espírito inseparável

Vivem juntos, em distintos mundos



O tempo é assim mesmo, severo, podendo ferir

E de repente, tranquilo, podendo florir



A cada dia tudo recomeça... Sonhos, fantasias...

Choros, saudades, sabedoria, desilusão

Que vão nos ensinando não existir magias

que possam acabar com a nossa escuridão



Em cada ser, em cada dor, em cada flor,

um sorriso, um lamento, uma cor...



Acredito, que viver é assim.Um burilar constante

das nossas faltas, erros, e que mostrar vão,

como curar as feridas a qualquer instante, desde

que acreditemos com fé, na regeneração



Continuei a pensar. Continuei a divagar...

Seria assim mesmo como estava eu a imaginar?



E se não for? Em que acreditar?

Nisia Barros

27 – 04 - 2005

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36

DIVAGANDO


Rita Noélia Caminha Weyne

Hoje acordei com vontade
de vadiar.
Não ouvi o chamado do sol
clareando a minha janela.
Fantasiosos devaneios matizaram
pensamentos.
Andei às voltas na cama,
pra lá e pra cá,
buscando um canto novo,
outro aconchego para o corpo,
para a alma.
Joguei os pés no chão,deixando
os chinelos paralelos,
ociosamente parados então.
Divagando á toa,
levei meu corpo ao banheiro,
abrir o chuveiro,
fazendo a água correr no chão,
desaparecer no ralo.
Levantei os braços com alegria,
sentindo a água fria despertar o corpo.
Lavei pensamentos, livrando
a alma e os sentidos
dos pesadelos.
Alheia a tudo e ao tempo,
passeei nas ruas do apartamento,
dobrando as esquinas,
molhando o caminho, o piso,
com a água que do corpo caia
levada ao vento.
Feliz comigo mesma sorri,
ao sentir no instante
do ócio...
o prazer óbvio.

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37

Devaneio
Eliane Gonçalves

A noite aparece
Sinto a sua falta
Pego um bom vinho
Entre a penumbra e a música
Libero emoções e sentimentos
Deixo germinar mensagens da mente
No meu mundo secreto
Viajo em minha utopias
Perco-me em devaneios
Uso a criatividade
Crio o meu mundo paralelo
Enfeito a vida com sonhos
Na busca de fragmentos
De uma alma em devaneios
Acredito em horizontes
Mistérios do coração
Sempre divagando
Sonho e te sinto
Perto de mim
Presença real
De quem sonha
Acordada

***

 

 


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