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BRINQUEDO DE
CRISTAL
/ ARTESÃ
Você me endoidece,
/ Minha ira abastece!
supera a razão,
/ Deixando-me em confusão
fez de mim um brinquedo de
cristal,
/ Postou em pedestal
engrandece, envaidece,
/ Aquece e arrefece
ao saber dona da situação;
/ Como se fosse condição!
ah! quanto mal,
/ Causaste afinal...
que vã emoção!
Hoje a brincadeira acabou,
/ O reinado findou
chega do jogo do faz de conta,
/ Superiorismo que acorrenta
insensatez que fere e afronta
/ E a qualquer ser, espanta
o orgulho que esteve deitado nas
sombras,
/ Subestimado, esmagado
porém renovado, cresce, desponta
/ Como ninféia que no pântano
desabrocha
ressurge a consciência, meu eu,
/ Feito a fênix que renasceu!
e se não sentes o que sinto,
/ Liberto-te de qualquer laço
não há outro jeito, isento não
minto,
/ Determino o afastamento
a verdade palpita no peito,
/ Hoje, sem dores, recuperado
o brinquedo de cristal
partiu-se, quebrou,
/ Sensível, o sentimento
fragmentou
mas outra mão já o restaurou
/ Bendita artesã, que o milagre
realizou...
20/12/05
Andrade Jorge
Nadir A D’Onofrio
09/04/2008 18:12 hs
Serra Negra SP
Livro Visitas
Mid: Papel Machê
Imagem: Recebida por repasse de
grupos
Art Nadir A D'Onofrio
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