CHÁ DE JASMIM
Nadir A D’Onofrio
Pratos de porcelana
Que suas mãos
Inúmeras vezes tocaram
Descansam hoje solitários.
Presença constante, recepções festivas
Comemoravam sua chegada!
Outrora, empilhados, calados
Testemunharam a partida.
O calendário, em vermelho marcado
Avisa-me que, mais um ano passou!
Dessa vez, você também não regressou
Baixelas, cristais, em espera infinda.
Na textura do linho
Bordados com carinho
Filigranas de planos, sonhos
Arremates coloridos da ilusão.
Na xícara, o mesmo chá preferido!
Sorvo gole à gole a saudade
No paladar, não percebo sabor do Jasmim
Só amargor da solidão...que não terá fim...
07/09/2007 17:41 hs
Serra Negra SP

Saboreando Chá de
Jasmim
(Resposta à Nadir A D’Onofrio)
Convido-me
sem recepções festivas
tocar em louças
porcelanas e cristais
Que descansadas venham
compartilhar soberbas
mesmo em lembranças vivas
Apenas peço que me ouças
e esqueças tempos
que não voltam mais
Que as baixelas não se abstenham
e que tu ao servir-me percebas
que estou de chegada
e não de partida
De azul, marque o calendário
pois anos futuros virão
Por sobre a mesa
toalha em linho
totalmente texturadas
com carinho bordadas
Xícaras sem lamúrias e calvário
Sirva-me aos sons de bandolim
seu soberbo e majestoso
inigualável Chá de Jasmim
Niterói, 29/07/2008
GilbertoMaha

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