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Devaneios...
Pelo azul que nos cerca.
Pelos anjos que se perdem,
Pelos sonhos que incendiamos
Pelas orações que manipulam.
Pelos fantasmas que alimentamos
Pelos medos que plantam em nós.
Pelas mudas floridas
Que roubam de nossos quintais,
Pelos pais, pelas mães, pelos filhos.
Por todos que não temos mais,
Pela inocência que a manhã nos toma,
Pelo medo do algo a mais,
Pelos repetitivos barulhos das mesmas
Ondas, insistentes a rebentar no cais.
Por essa lua que parece rir
Da nossa pouca loucura,
Ou da sanidade que nos disseram ser segura.
Por termos desistido, tão antes da hora,
Eles venceram, todos os sinais estão vermelhos,
O mundo mudo muda e feliz quem ignora,
Não me peça nada,
Tarde demais pensar em voltar agora.
Tonho França.

Devanear
Nadir A D'Onofrio
Ainda que
As nuvens se transformem em rochas
O arco-íris altere a cor
Os anjos não entoem mantrans
A noite seja clara e o dia escureça
Os sonhos não aconteçam
Blasfêmias sejam orações
Fantasmas exorcizados
Medos aniquilados
Entes queridos retornem do além
Inocência dê lugar a safadeza
As ondas, não desgastem rochedos
O brilho da lua ofusque o sol
A loucura seja condição sadia
As estrelas, sejam visíveis durante o dia
A terra gire em sentido contrário
Sua elíptica seja quadrada...
Mesmo que não haja o regresso
O que vivemos valeu
Eternizado no nosso eu...
Pense nisso!
Santos SP
27/01/2006 14:12hs

Mid: 16 ernestocotazar
Art Nadir A D'Onofrio
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