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João Carlos
F Almeida (Rhoter )
Nadir
A D'Onofrio

poeta e sua máscara
João Carlos (Rother)
O poeta usa a máscara da fantasia
Para se iludir da realidade do amor,
Vivendo a tola ilusão da alegria,
metamorfoseando-se de trovador.
Poeta de poetar elegante de paixão,
Cuja máscara torna-o irreconhecível
Na realidade da distância à razão,
Percorre o lirismo do ser invisível.
Poeta que no seu linguajar indolente
Coloca a máscara da emoção,
Transforma as noites tão ardentes
E o céu cheio de estrelas em ilusão.
Poeta que escreve poesias atraentes,
Galgando a intelectualidade sensual
De sonhos, luas e amores indiferentes,
Quando garatuja a inspiração banal.
Poeta de luas e sonhos coloridos
Por amores de todas suas amantes,
Ideais de alma e corpo corrompidos
De dolorosas lembranças farsantes.
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Máscara
Nadir A D’Onofrio
Retira a máscara
Que engana e mente.
Mostra só alegria,
De um amor incoerente.
Ilusão do bem viver
Dissimulando a razão.
O amor a arrefecer,
Só restou abdicação.
Noites de orgias
Tardes de prazer.
Manhãs de cortesias,
O ser... a sobreviver...
O mundo que criou
Revestiu de fantasia.
Riu, dançou, ousou!
Hoje, lágrimas na poesia.
Somente a lua assistiu
O despir da falsidade.
O mundo ilusório ruiu,
Vive só, na obscuridade...
08/06/2006
Santos SP

Mid: AznavourLa Boheme
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D'Onofrio
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