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Tonho
França e Nadir A D'Onofrio
Ventos
de Solidão... / Ventos

Ventos
de solidão...
A solidão rasga as cortinas,
Entorna os vinhos, quebra os tonéis,
Vem pelas escadarias,
Anjos nus em ventanias,
Lava os anéis de todas promessas,
A solidão não tem pressa.
Sangra a poesia,
e os homens ficam assim,
turvos, curvos, mudos...
E as ruas ficam assim,
Cobertos pelo pó de tempo,
Amanhecendo esquecimentos,
Que nunca terão fim.
Tonho França.

Ventos
Nadir
A D'Onofrio
Vento abençoado
trouxe esperança, ansiedade.
Encontros programados, desejados!
Alísios soprando à favor...
A corrida na adega,
Escolha do vinho, sabor.
Chegaste, tal qual brisa!
Com frescor, acariciante,
alegria, assovio... sua característica...
Felicidade causa inveja!
Eólo...envia calmaria,
vendaval, ciclone, tornado!
Destrói, varre a superfície
arrasta tonéis, leva anéis...
Não satisfeito,
Aumenta o castigo,
no vento, asfixiante,
que o siroco traz.
Avivando o inconsciente!
Deserto ameaçador,
A tenda, você, meu abrigo...
Sedução consentida,
Escrava, mulher, rainha!
Dona do seu amor, tuaregue sedutor...
*
12/08/2006 12:30hs
Santos SP

Art
Nadir A D'Onofrio
Mid: assoviada
Imagem: http://dailydistraction.typepad.com/photos/distractions/tornado.jpg
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