Viciada em Palavras
Nadir A D’Onofrio


Noite chuvosa
Tédio e tristeza
Cartazes luminosos
Bares sombrios.

A busca incessante
Do ser displicente...
Do seu pensamento, habitante!
Menino maluco,  inconstante...

 Madrugada que finda
Retorna, magoada, oprimida
A noitada prazerosa!
Sonho, de mulher apaixonada...

Ébria de amor!
Não viu o tempo passar
Viciada em palavras
Pelo ser... que dizia lhe amar...

O espelho à denunciar
Rugas, que sequer percebeu!
A diferença de idade
Só  hoje... a mulher percebeu.


17/07/2007 18:00hs
Serra Negra SP

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Caminhos...

Nadir A D'Onofrio

Estradas que fascinam
Incutem no ser, desafio!
A vontade de alcançar o destino...
Existe empecilho, a distância...

Essa ponte imaginária!

Traz saudade, sofrimento
Aninha-se no inconsciente
Torvelinho de pensamentos...
Dúvidas, inseguranças, obstruem
Caminhos...


12/07/2007*13:03h
Serra Negra SP

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Lamento
Nadir A D’Onofrio

Quando a lua desponta
Prateando toda serra!
O canto triste da viola...
Invade a cabana da cabocla.


Apaixonada pelo sertanejo!
Sofre no silêncio do quarto
A dor maior, de não ser amada.
Conhece esse homem como ninguém...


P'ra perceber  o lamento da cantiga !


 Que nasce no deslize, das rudes mãos
Sobre, delicadas curvas do instrumento!
Avivando no sertanejo a lembrança
Da mulher que... preencheu sua vida de encanto...


15/07/2007 23:23h
Serra Negra SP

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DIVAGAR

Nadir A D’Onofrio


O vento sopra frio!
Noite, envolta em brumas
Silêncio e esse vazio
Corroendo a mente que, jaz por um fio...

Na taça, o vinho amigo!
Alento do aquecimento
È borracha das lembranças
Apagando o sofrimento.

Quando o dia raiar
O sol no horizonte despontar
A cidade acordar
Deixará a mente vagar!

O quarto em penumbra
Sem horário p’ra despertar...
Divagar, ao som da música predileta!
Imaginar...que ele vai chegar...

Enganar-se mais uma vez!
Sabotar o pensamento
Fazendo-o crer que a felicidade existe
Na mentira que persiste...


17/07/2007* 22:27h
Serra Negra SP

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LIMIAR DA LOUCURA
Nadir A D’Onofrio


A taça esvazia
Entre sombras, devaneios!
Cérebro entorpecido
Lá fora, a canção do vento...

Ainda que o mundo gire
Em velocidade estupenda
Fica no peito a saudade
Sentimento, causticante.

Como lenha à crepitar
Pensamentos espocam!
Paralisando o olhar
O ser, não consegue chorar...

Na cadência das badaladas
Bailando nas espirais da fumaça
A imagem ousada, desejada!
Um corpo...que nessa casa habitou....
*
02/07/2007
Serra Negra SP 22h29


 

 

 

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At Nadir A D'Onofrio
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