Simone Borba Pinheiro

 

Simone Borba Pinheiro, tenho 43 anos, sou casada,

tenho uma filha maravilhosa com 14 anos, chamada Andréa.

Nasci em Dom Pedrito-RS, Brasil, próximo a fronteira

com o Uruguai.

Sou Graduada em Educação Física.

Adolescente ainda, comecei a me interessar pelos livros

de poesias e, a partir daí, comecei a escrever minhas poesias.

Minha inspiração, geralmente, chega ao amanhecer de um novo dia e, também, quando acontecimentos marcantes me despertam para uma reflexão mais profunda.

Entendo que a poesia é a nobre arte de expressar

os sentimentos da alma.

O poeta que mais me inspirou foi certamente Mário Quintana

com suas poesias encantadoras que sempre me transportavam

para um mundo mágico.

Adoro bons filmes, música, artesanato,culinária, poesias,

pinturas, e tudo que está ligado as artes de um modo geral.

Teu Nome é Solidão!



Melancolia, palavra triste
que escorre dos olhos, em profusão,
rola pela face e inunda
o coração que bate lentamente,
aguardando o milagre
do amor que não chega,
nem manda notícias.


Um vazio no peito
que dói, torturado,
maltratado em demasia,
machucado, pelos espinhos
da rosa nunca ofertada,
do beijo jamais provado.
Uma brisa gelada que
passeia pelo corpo,
em prenúncios mórbidos,
de morte súbita.
Melancolia sangrou
o coração cansado de esperar.
Melancolia, Teu Nome é Solidão!

Autoria: Simone Borba Pinheiro
19/04/08


A Dança da Imaginação



A imaginação corre solta
no espaço neuronial,
e me leva por caminhos
nunca antes percorridos,
lindos, inimagináveis,
numa mistura infinita
de sons, cores e sensações.

Um labirinto mágico
onde posso escolher
o caminho das melhores emoções.

Minha mente cria asas
e voa livremente,
num mundo colorido de paz e amor.
As imagens, dançam com os sons
feito borboletas esvoaçantes.


É a dança da imaginação
alçando um vôo livre
na mente do poeta.


Venha para o lado mágico da vida
Venha voar você também,
de mãos dadas com a imaginação!

Autoria: Simone Borba Pinheiro
Data: 25/ 11 /03



Cicatrizes da Alma



Amar profundamente, eu gostaria,
mas logo no primeiro olhar
meu corpo todo treme e trava,
e minha razão se nega a entender
os suplicantes pedidos de meu coração.

Não sei o que acontece com minha alma,
quando se depara com o amor abertamente,
tudo fica esquisito, meio duvidoso,
e a desconfiança me cega por completo,
colocando um cadeado em meu coração.

Em algum momento deste meu passado,
transcendental e enigmático,
sei que de amor, muito padeci!
Não sei ao certo tudo o que passei,
mas por ver a dor que sinto
quando nisso penso, posso imaginar
o tamanho do atroz sofrimento

e, nessa amarga reflexão entendo,
que as feridas me marcaram profundamente,
cicatrizando aos poucos, de dentro pra fora,
mas deixaram em mim grandes seqüelas,
que todos conhecem por cicatrizes da alma!

Autoria: Simone Borba Pinheiro
Data:26/ 11/ 03


Metades de Mim



Trago no peito a alegria
de Deus ter me feito mulher.
Mulher que junta os pedaços,
sabendo bem o que quer.

Metade de mim é a dor,
outra metade é alegria.
Mas a que quero compor,
bem sei que jamais seria.

A metade das metades
do ser que você vê,
não tem a mesma idade
daquele que não se vê.

Metades de um quebra cabeça
difícil de se montar,
mas embora não pareça
vale à pena tentar.

Metades de fogo e paixão
que me cegam a visão,
metades de gelo total
que me deixam sempre mal.

Metades de um lindo verão
com muito sol e alegria,
metades de inverno são,
minhas tristes agonias.

A perfeição não existe,
disso tenho certeza.
O que na verdade existe,
é uma alma surpresa.

Metade surpresa boa,
outra metade ruim.
Às vezes rindo à toa,
outras triste assim.

Metades que se completam
formando este ser mulher.
Me dê um abraço e um beijo,
se você assim me quer!

Autora: Simone Borba Pinheiro
Data: 16/ 03/ 03

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Art : Nadir A D'Onofrio
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