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Tonho França
Nadir A D'Onofrio e Tarcisio R Costa
Navegar, Náufrago e Contemplação

Navegar.
Ah! Mar... mar
O alto mar
Em alto mar
Estrelas brilham
(caminhos)
Amar... amar
O auto-amar
É naufragar
Sozinho.
Tonho França

Naufrago
Nadir A D'Onofrio
Águas tumultuadas!
Mostraram-se transparentes,
cristalinas...
Até que de repente,
o céu escureceu.
Nuvens ameaçadoras,
raios trovão.
O que parecia cristalino,
tornou-se escuro, ameaçador.
No silêncio das profundezas,
teceu sua trama mortal.
Por quê mar?
Você tragou meu corpo?
Tantas vezes me deste brisa,
murmúrio sonoro das marés.
Aconchegaste meu corpo,
no embalo das ondas...
Inebriaste meus sentidos,
ao oferecer pérolas raras...
Corais, conchas, estrelas.
Hoje traiçoeiro,
incentivou-me navegar.
Fez-me crer, experiente e capaz...
Na sua trama,
Usou minha própria rede,
Não hesitou em tragar-me.
Oh! mar que tanto amei...
Sepultada em você permanecerei.
23/03/2006 23:41hs
Santos SP

Contemplação
Oh! mar como convives com tantos mistérios!
Por que esse sorriso encapelado?
Por que carrega os barcos
e neles, leva saudades?
A tua beleza encanta,
Mas amedronta!
Escondes, no abissal,
o mistério dos monstros mitológicos
greco-romanos...
És a placidez, és contra-senso...
És a antítese dos teus segredos.
És vida, és encanto, és medo...
Mas é belo, encantador
Brasília 27/03/2006
Tarcísio Ribeiro Costa

Mid: Canção_do_Mar-DulcePontes
Art: Nadir A D'Onofrio
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